Gerenciar transição

Todas as empresas enfrentam, em diferentes fases do negócio, períodos de transição. Trata-se de momentos em que as organizações precisam romper com um modelo ou uma prática predominante até então, ou criar um novo cenário para garantir um futuro mais promissor. Citamos, como exemplo, processos sucessórios em empresas familiares; mudanças de comando diante da venda da empresa para outra companhia ou para um fundo de investimento; a reconstituição do negócio após um pedido de recuperação judicial; ou, até mesmo, as mudanças de gestão para momentos de grande crescimento. O problema é que as transições, muitas vezes, acontecem de forma inesperada – ou não previamente planejada – e os erros na condução dos negócios podem comprometer o desempenho final. É justamente neste contexto que surge o conceito de “transition management”, ou gerenciamento da transição. O tema ainda é pouco difundido no Brasil e muito confundido com consultorias de negócio ou serviços de “hunting” de profissionais. A gestão da transição é muito mais ampla do que a implementação de um projeto ou a busca por um profissional com expertise recomendada para um determinado momento da companhia. Trata-se de reunir múltiplos pontos de vista a respeito de uma necessidade, contando com profissionais que já enfrentaram inúmeras vezes os desafios de uma determinada transição. Ao invés de se ampliar o time com mais contratações, podemos gerenciar este momento como transitório. É hora de o mercado brasileiro também passar por esta transformação e deixar as transições mais profissionais.

Ricardo Cereda
Contador e administrador

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